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Glossário |
| Umbu-Cajá - Fruto muito apreciado; não é a mesma coisa que umbu, também
chamado imbu, ou cajá. São três frutos distintos ["beijo travoso de
umbu-cajá" (Tropicana)].
O livro "A Itália no Nordeste", de Manuel Correia de Andrade, traz a seguinte explicação para o surgimento do bloco do tipo La Ursa, presença marcante no interior de Pernambuco: "No carnaval, festa popular e em que há uma grande participação de pessoas que se descontraem, os italianos tiveram, desde os primeiros tempos de sua chegada ao Brasil, uma grande participação: uma das apresentações populares mais características do folclore carnavalesco nordestino é o La Ursa, apontado como uma inovação italiana. "Os La Ursa desfilam ainda hoje nos carnavais ao lado de blocos e troças. A tradição atribui a introdução do urso a um italiano e existe uma modinha de carnaval que tem a seguinte quadra: "Viemos da Itália "O grupo compreende um homem fantasiado de urso, com roupa feita de estopa, e um outro, chamado geralmente de domador, italiano ou comandante, que o guia com uma corrente, provocando o animal para que este dance, emita sons próprios e avance para os que estão perto, como se fosse atacá-los. A terceira figura é a do caçador que, munido de velha espingarda, atira, dando a entender que sua missão é impedir a fuga do urso. Figuras secundárias seriam o arrecadador, o porta-bandeira, as damas de honra, as balizas, o malabarista e uma banda de música, onde, entre outros instrumentos, há sempre uma sanfona. "Duas tradições tentam explicar a origem da La Ursa: a primeira de que ele surgira porque um italiano desfilara com um urso no carnaval e um lutador, Floriano Peixoto, filho do presidente da República, o teria desafiado e lutado com o urso, e a segunda é que desde o período colonial havia italianos trabalhando nos engenhos de açúcar e que eles se divertiam formando grupos que traziam um urso em suas festas. De qualquer forma, para a pesquisadora norte-americana Katarina Real, o La Ursa é uma contribuição italiana ao carnaval nordestino, a tal ponto que a figura do domador é representada por um 'italiano' com grandes bigodes, e há sempre referência a um italiano como a pessoa que estimula o urso a andar e a dançar." (© Andrade, Manuel Correia de. A Itália no Nordeste - contribuição italiana ao Nordeste do Brasil. Torino/Recife. Fondazione Giovanni Agnelli, Fundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana, 1992)
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